Preciso das tuas palavras que fariam eu me sentir linda, embora eu não seja, me sentir doce e meiga, embora eu também não o seja, me sentir uma princesa, bem como tu costumavas me chamar, gostava da maneira como pouco à pouco tu desenhavas essa minha esquisitisse como minha maior qualidade, eu me sentia exótica, porque assim soava mais bonito que esquisita. Gostava da forma curiosa como teus olhos, à tua maneira, eram meu maior incentivo para mostrar-me exatamente louca, diferente, da maneira que provavelmente eu não me mostraria caso quisesse impressionar alguém.
Preciso com urgência das tuas palavras, teus consolos abobalhados, e discurssões tolas que faziam eu me sentir especial, ainda que eu não fosse. Não sei o que era, mas só você conseguia. Eu sempre, em todos os meus maiores problemas e tormentos fui inconsolável, só que com você era diferente, porque não soava como um consolo, como algo que se diz na urgência do momento, na obrigação de se levantar o astral. Era algo leve como uma pluma, e sincero como um sorriso de criança, tu acreditavas no que dizias, ou pelo menos parecias acreditar, em cada sílaba havia verdade, e havia também uma paz que eu necessitava como uma leoa faminta.
No entanto eu não sei por onde andas, nem sei com quem andas, não me leve a mal, também não quero parecer possessiva. Longe de mim. Só sinto falta do nós, que nunca chegou a ser nós de verdade. Sinto falta do teus beijos, abraços, sorrisos irradiantes, conversas da madrugada que duravam até que o crepúsculo nos pusesse na cama, e em despedidas relutantes nós dissessémos adeus. Sinto falta. É só isso que digo desde de que nos afastamos, nos desconhecemos, desde de que matamos o nosso possível nós.
...olá!belo texto...gostei!
ResponderExcluirBom domingo!
Obrigada!
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