Quase nada me agrada, e tudo parece ter um gosto de resto de chocolate que nunca é suficiente pra te saciar, eu sorrio mas é algo tão mecânico que chega a ser enjoativo, afogo-me num silêncio doce que poderia aliviar alguma coisa e não me alivia quase nada, permaneço no quase. Quase apaixonada, quase feliz, quase sorrindo, quase chorando, quase, quase, quase, quase.
Ecoam palavras em minha mente, e, eu sinto que quando as pessoas falam, não é da mesma maneira que antes, é quase como se suas palavras não passassem de palavras soltas e sem significado numa folha onde nunca deveriam estar escritas, e eu lhes respondo qualquer coisa, para que meu também quase silêncio não seja atrapalhado. Sou quase nada, posso quase tudo, e talvez também possa dizer que não hajo quase nada. E isso tudo me atordoa, esse meu quase silêncio também.
E eu grito, podes me ouvir gritar ? Talvez não, é um grito que ecoa no fundo da alma, um grito tão meu, tão oculto, tão sucumbido em alguma entranha do que sou, que ninguém escuta, só eu. E ele assuta, e cala minha voz que canta, afim de tentar espantar meus próprios fantasmas, malditos sejam meus fantasmas, gostava muito mais do eco de minha voz chorosa que canta alto, do que meu grito assustador e silencioso, dores da alma doem tanto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário